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quinta-feira, abril 20, 2006

Tudo Por Um Bom Romance

31/03/2006

Elas deixam de assistir ao programa de TV predileto, desmarcam compromissos e não saem com o namorado enquanto não terminarem de ler as histórias de amor mais famosas Brasil.

O último capítulo da novela das nove é imperdível para muita gente. Um programa com o namorado também é prioridade. Mas para algumas meninas – e mulheres – tudo isso pode ser deixado de lado se o que estiver em jogo for uma das histórias de amor da Série Romances, Editora Nova Cultural.

É esse público fiel que faz o sucesso de “Julia”, “Sabrina” e “Bianca”, carros-chefe da literatura popular romântica de banca de jornal. Os livros, hoje compostos por oito séries, vendem 2 milhões de exemplares por ano, mais do que conceituados autores como Érico Veríssimo e Paulo Coelho.

Mas afinal, o que encanta tanto essas mulheres?

Para a gerente de produtos da Série, Daniella Tucci, um dos principais motivos é fato das histórias permitirem uma certa fuga da realidade. “Se a mulher tem uma vida corrida e estressante, quando ela abre um Romance, consegue se desligar do mundo real e fantasiar com as personagens. O final feliz está garantido nas histórias!”.


Daniele Mello de Oliveira, 20 anos, é fã dos livros água-com-áçucar. “Quando chego em casa depois de um dia cheio, descanso lendo algum romance. Já até deixei de sair com o meu namorado para terminar uma história!”, conta.

A sua irmã, Adriana Mello, 31 anos, também confessa que sempre foi fã dos Romances de banca. “Ainda hoje leio alguns. Acho que a Daniele virou fã por minha causa. Tinha centenas deles espalhados pela casa”.

Essa característica de passar de mão em mão é real quando falamos sobre os romances de banca. “Pela tradição que possuem, passam de geração em geração”, analisa Tucci.

É curioso analisar como esse estilo de literatura enfeitiça o sexo feminino. Na década de 50, a “Coleção Biblioteca das Moças”, narrava casos de amor entre mocinhos endinheirados e heroínas pobres, mas tinham final feliz garantido. Aliás, esse é um ponto que se mantêm até hoje nos Romances da Nova Cultural. “Além de só aceitarem finais felizes, nossas leitoras adoram ilustrações com homens bonitos”, analisa Daniella.

Ainda na linha juvenil, “Pollyana” e “Pollyana Moça”, de Eleanor Porter, continuam bastante procurados. E não se pode esquecer de Louisa May, que desde o século 19 faz as adolescentes suspirarem com “As Mulherzinhas”.

Atualmente, as heroínas dessa literatura mudaram de perfil e estão problemáticas e modernas sem, contudo, perderem o intuito sonhador. “Elas trabalham fora, moram sozinhas, mas continuam em busca de um amor verdadeiro e um casamento para sempre”, comenta Daniella.

Outro dado curioso é que as histórias de maior sucesso são as de época, os clássicos. “Por isso acabamos de lançar a Série Julia Históricos”, conta Daniella. Essa preferência pelo clássico é mais um sinal de como as mulheres ainda são sonhadoras.

INFORMAÇÃO PARA IMPRENSA
AÇÃO & COMUNICAÇÃO
LANA CÔRTES/ LILIAN ANAZETTI