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domingo, dezembro 18, 2005

Flora

Clássicos da Literatura Romântica s/n - 2ª edição
Título Original: Flora
Autora: Anne Weale
Publicação Original: Mills & Boon, Inglaterra 1983
Publicação no Brasil: Nova Cultural, SP

RESUMO:
"... uma bela eurasiana, dividida entre duas raças e dois mundos... mas repudiada pelas duas sociedades! Uma jovem pura e virgem, cuja paixão e o fogo do desejo só um homem teria o poder de despertar...
Dos confins mais remotos da China ao ambiente corrupto da decadente Xangai, Flora enfrenta a tortura da violação de seu corpo, mas permanece livre para conhecer a sensualidade nos braços do homem amado.

Na Inglaterra, para onde é levada, nos luxuosos castelos e nas requintadas mansões do início do século, a traição, a hipocrisia e a intriga a espreitam, ameaçando seu amor."

Sobre "Flora":
Diversas vezes fui ao sebo comprar ou trocar livros e tropecei em "Flora".
Como não faz parte da série que coleciono, sempre o deixava para trás. Dessa última vez, deparei-me novamente com ele e pensei: 'Este livro me persegue... Será que é bom?' Acabei levando para casa junto com mais outros 18(!).
Foi uma grata surpresa. O livro me prendeu do início ao fim. Apesar das 334 páginas, eu o li em menos de dois dias. E teria lido num prazo mais curto se não fossem minhas outras atividades!
A história é emocionante e consegue cativar desde o início. As descrições acerca dos costumes, paisagens e cultura da China do início do século XX e da Inglatera edwardiana (reinado de Edward VII, sucessor da Rainha Vitória) é bem interessante e mostra que a autora preocupou-se muito com a pesquisa.
A história da mestiça Flora é cheia de reviravoltas e, como toda mocinha de Anne Weale, a pobre sofre o diabo desde a primeira página.
Alías, quem já leu os livros da Anne pode reconhecer em "Flora" algumas características recorrentes em suas heroínas e em seus enredos.
A mocinha pura, ingênua e sofrida ao extremo, o herói aparentemente frio e indiferente (mas que acaba se declarando no final, justificando seus atos através de um excesso de zelo), um terceiro personagem que aparece para "balançar" a mocinha, insinuando um triângulo amoroso que não chega a se concretizar, a mulher má-experiente que ameaça a felicidade do casal...
O livro foi lançado na Inglaterra em 1983 e desde então já rodou mais de 50 países. O mocinho autoritário é bem característico dos romances da Mills & Boon/Nova Cultural daquela época, em que o ideal de homem era menos sensível e mais 'machão' . Aliás, tem horas no livro em que se tem vontade de esganar o tal Caspar...
Mas vou parar de falar, senão vou acabar fazendo um spoiler e contando o final, que é emocionante e bem diferente dos habituais.
Se tropeçar em Flora, como eu, compre e leia.