quinta-feira, maio 11, 2006

Cada vez mais românticas

Publicado em 11/05/2006 no jornal "O Fluminense"

Por Marina Neves

Vamos começar pelo óbvio: mulher que é mulher gosta de romance e, por isso, é conhecida como a "rainha do romantismo". Todo mundo diz, e quase sempre tem razão, que mulher de verdade é aquela que sofre profundamente, discute relação, chora, chora e chora, mesmo que seja de "salto alto". As mulheres também adoram histórias de amor, principalmente, romances dos livros de ficção. Por isso, cada vez mais, as editoras confirmam a presença feminina no público leitor brasileiro.

Para a arquivista e amante dos livros Rossana Fernandes, 28 anos, por exemplo, o empenho em vender livros para as mulheres não poderia ser diferente. Ela acredita que a literatura hoje está se voltando para o público feminino com capas e desenhos que chamem a atenção da mulherada.

"O mercado descobriu na mulher um público de consumo e deve tratá-lamuito bem e com carinho, pois hoje ela está mais emancipada do que nunca", analisa a niteroiense que esconde na nuca uma tatuagem com a frase, em inglês, "Eu vejo flores em você", o que já demonstra a tendência de Rossana para o romantismo.

Se depender de Rossana Fernandes, todas as mulheres deveriam ler desde A mulher que amou demais, de Nelson Rodrigues, até Memórias das minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez, livros preferidos de Rossana.

"A literatura entrou na minha vida como uma forma de autoconhecimento. Sempre se aprende um pouco com os livros, mesmo quando não se pode absorver tudo que ela proporciona. Mas garanto que as leituras são ótimas para ter o que conversar depois em uma roda de amigos", conta ela.

Outra amante dos livros é a professora Teresa Cristina Cerdeira. Ela não esconde que gosta da literatura que constrói com delicadeza as figuras femininas. Dentre as sugestões da professora, estão os livros de Helder Macedo que, segundo ela, sabe criar mulheres modernas e interessantes. A sugestão de Teresa? Ler Pedro e Paula, de Helder.

"A Paula é uma personagem solar. Isso quer dizer que ela sabe encontrar como se afirmar no mundo. Paula é só uma jovem de 26 anos e é uma mulher moderna. O Helder sabe como tratar personagens femininas. Gosto de literatura assim", assume Teresa cheia de obras de Helder Macedo nas mãos, inclusive o recém lançado Seu Nome.

Para as jovens, a dica de leitura fica por conta da niteroiense Monique Mendes, de 12 anos, que garante que ela própria escolhe o que vai ler, além daqueles que os professores na escola indicam.

"O último livro que li foi Diário de Princesa, da Meg Cabot, e sugiro Tudo por um pop star, da Thalita Rebouças", conta Monique.

Vale lembrar que a escritora Thalita Rebouças vai estar em Niterói autografando seus livro na livraria Ver e Dicto, no próximo dia 25, a partir das 18 horas.

Sugestões para o Dia das Mães

O Dia das Mães ajuda a deixar os sentidos femininos – e maternais, é claro – à flor da pele. Por isso, as editoras já estão preparadas para encher de presentes aquelas que amam romances.

A editora Rocco, por exemplo, preparou uma série de lançamentos para o período. Entre eles estão O Oposto do Destino, de Amy Tan, e Uma Voz na Escuridão, da Sandra Brown. No entanto, há publicações mais recentes da editora que apontam para uma literatura mais romântica como O diabo que te carregue, de Stella Florence. O livro acompanha o processo de separação de uma mulher. Segundo a autora, os sentimentos de amor, raiva, ciúme, alívio, humilhação e desejo se misturam durante esse período. Mas com muito bom humor, o que é bem característico da autora, o livro relata episódios tocantes protagonizados pela própria Stella Florence durante uma separação. Quem antes achava que separação é motivo para se descabelar, vai se surpreender.

Já a Nova Fronteira, dá sugestões de livros que podem agradar ao público feminino. Quase tudo, de Danuza Leão, foi lançado em 2005 e é o carro-chefe da editora. O livro narra a vida de paixões, alegrias, tristezas e muita vontade de viver de Danuza Leão, personagem que cresceu no Rio de Janeiro, na época em que a cidade era a capital do turismo de luxo internacional, já que ali desembarcavam nove entre dez estrelas de Hollywood. Influenciada pelo espírito de independência do pai, a adolescente Danuza aprendeu bem cedo a pensar com a própria cabeça e a levar uma vida avançada para os padrões da época. Sobre o empenho em abrir sua vida em livro, Danuza comenta.

"Não sei por que resolvi escrever esta obra. Acho que precisava falar, botar para fora coisas que jamais havia contado para ninguém e que estavam enterradas lá no fundo. Sempre ouvi dizer que falar faz bem. E descobri que faz sim porque depois do livro concluído, sou uma pessoa mais livre. Me empenhei em contar quase tudo, o que foi, muitas vezes, doloroso. Mas está tudo aí e é tudo verdade", explica Danuza Leão.

Outra sugestão da Nova Fronteira para as mulheres que amam romances é As Boas Mulheres da China, da jornalista chinesa Xinran, que entre 1989 e 1997 entrevistou mulheres de diferentes idades e condições sociais para compreender a condição feminina na China moderna. Vida íntima, violência familiar, opressão e homossexualismo são temas que envolvem as histórias relatadas pelas chinesas. Para as mulheres que gostam de sentir as dores das outras, o livro é ideal, já que Xinran colheu inúmeros relatos de mulheres nos quais predominam a memória da humilhação e do abandono como os casamentos forçados, estupros, desilusões amorosas, miséria e preconceito.

É preciso estar atenta para os lançamentos que mesmo já ultrapassados não deixam de lado os clássicos da literatura feminina. É o caso de Amêndoa, de Nedjma. A autora, de 40 anos, vive em um país do norte da África e assina o livro com o pseudônimo Nedjma.

Vendidos na banca de jornal

Romances cheios de paixão em cenários glamourosos. Assim são conhecidos os livros da editora Harlequin. Há quase 60 anos no mercado editorial, a editora canadense tem publicações ideais para quem gosta de combinar paixão e drama. Vendidos, em geral, nas bancas de jornal, os títulos Jéssica, Paixão, Destinos, Desejo formam o time carro-chefe da editora.

Em Paixão, um magnata charmoso e irresistível vive um caso de amor inesperado.
Já em Destinos, os leitores acompanham a família Fortune que, a cada mês vive duas novas histórias. Os outros livros tratam da mesma temática amorosa. Enfim, uma coleção de "água com açúcar" para mulher nenhuma colocar defeito. Dentre as autoras principais, dos livros da Harlequin estão Diana Palmer, Jane Porter, Miranda Lee, Maureen Child, Sharon Sala, Bárbara McCauley, Kathryn Jensen, Suzane Brockmann, Kristi Gold, Laura Wright, Charlene Sand, Carol Marinelli, Anne McAllister, Amanda Browning, Sara Wood, Julia James, Alison Fraser, Sharon Kendrick, Diana Hamilton, Kim Lawrence, Anne Mather e Cathy Williams.

terça-feira, maio 02, 2006

Contos de fadas em pauta nas mesas de bar


Rita Capell – JB Barra 01/05/2006

“Procurava um marido e en­contrei um cachorro.”
O título literário da autora Karen Templeton pode parecer es­tranho, mas é um dos preferidos da publicitária Luciana Gondim, de 25 anos. Fã ab­soluta das séries de livros de bolso que chegaram ao Brasil na década de 70, como Jessica, Desejo, Paixão e Destinos, Luciana faz parte de um grupo de mulheres que se reúne em bares e livrarias da Barra para discutir sobre os romances.
- Comecei a ler estes livros com 13 anos. Eles tinham um clima proibido, com palavras pi­cantes e descrição de erotismo, mas ao mesmo tempo podiam ser lidos em ônibus e em outros lugares públicos. Quando estava na faculdade me voltei mais para os livros técnicos e esqueci um pouco dos livrinhos. Depois que me formei voltei aos romances para relaxar. É mais uma válvula de escape para esquecer das noticias ruins com que somos bombardeados todos os dias - afirma Luciana, que semana passada marcou encontro com outras leitoras do género no restaurante Joe & Leo's do New York City Center.
O sucesso é tanto, que a comunidade “Adoro Romances”, do site de relacionamentos Orkut, conta com 1.880 in­tegrantes. Uma das partici­pantes é a jornalista Michele Ribeiro, de 26 anos, que aderiu à comunidade quando ela tinha apenas 50 afiliados.
- Adoro trocar informações e buscar livros antigos na internet para comprar em sebos. Gosto mais dos Clássicos Históricos. Infelizmente sofremos muito preconceito de quem acha que esse tipo de leitura é restrito para mulheres de classe baixa - lamenta Michele, informando que no próximo sábado (dia 6), às 14h, haverá um grande encontro de fãs no Botafogo Praia Shopping, na Zona Sul.
- Cada uma deve levar um romance para fazermos uma troca - sugere Michele.
Segundo pesquisa realizada pela editora canadense Harlequin Books, que publica os romances, a faixa etária das consumidoras vai de 19 a 60 anos. As séries de maior tiragem são Paixões e Jessica.
— Em um ano de operação da editora no Brasil perce­bemos que essas mulheres acompanham e colecionam as publicações. Além da distri­buição em bancas e livrarias, vamos expandir as vendas pa­ra supermercados e drogarias — avisa a diretora da Harlequin, Vânia Tavares.

sábado, abril 29, 2006

Medicina Árabe: ciência, religião, filosofia e arte

O hospital árabe era local de enorme efervescência cultural e científica, servindo a propósitos variados além da atividade médica.

A expansão do mundo árabe iniciou-se a partir da unificação dos diversos povos que habitavam a península arábica. Inicialmente, os semitas árabes uniram-se aos sumérios, originando a poderosa civilização babilônica. A unificação política e religiosa foi possível a partir das revelações de Maomé, que deram origem ao islamismo: religião monoteísta fundada sobre os ensinamentos do Corão – livro sagrado do Islã. Os primeiros 250 anos após a Hégira – fuga de Maomé para Medina – assistiram a um extraordinário desenvolvimento da cultura árabe.

O contato entre a cultura árabe e a grega, com suas teorias médicas, iniciou-se antes do nascimento de Cristo. No século IV a.C. já havia iniciado o contato entre estas duas culturas, com a migração de um grande número de médicos gregos para a Pérsia, a partir das conquistas de Alexandre Magno. Em 76 d.C., a destruição de Jerusalém pelos romanos levou os judeus a fugirem em direção à capital persa, Gundishapur, onde se estabeleceram, com uma grande quantidade de textos da época. Com o domínio da Igreja Católica sobre o Império Romano, a Academia de Atenas é fechada pelo Imperador Justino, em 529 d.C., levando a maioria dos filósofos gregos a procurarem abrigo na capital da Pérsia.A perseguição a Nestório, patriarca de Constantinopla e seus seguidores, com a acusação de heresia, em 431 d.C., levou-os a fugir para o Oriente Próximo, onde construíram um hospital, em Edessa, e posteriormente outro em Gundishapur, em 489 d.C., que tornou-se berço da medicina árabe.

MÉDICOS
Os médicos árabes começaram a adquirir relevo apenas com o aumento da importância de cidades como Alexandria e Gundishapur. No início, os médicos praticantes eram cristãos ou judeus. As mulheres possuíam um papel extremamente importante dentro da medicina árabe, assim como entre os gregos e os romanos. A prática da obstetrícia e da ginecologia era reservada a elas, com a intervenção do médico apenas nos casos mais complicados.

Os médicos árabes mais famosos foram al-Rhazes e Avicena, do califado oriental e Avenzoar, Averróis e Maimônides, membros da Escola de Córdoba (Espanha), a capital do califado ocidental.

Abu Bakr Muhammad ibn Zacaria, conhecido como al-Rhazi (860-932), era persa e estudou medicina em Bagdá. Produziu inúmeras obras sobre matemática, astronomia, religião e filosofia. Porém, mais da metade de suas 237 obras versavam sobre medicina.

Abu Ali al-Husain ibn Sina, conhecido como Avicena (980-1037), nascido em Bukhara, era um garoto prodígio. Memorizou todo o Corão e diversas poesias árabes aos 10 anos. Aos 16 afirmava conhecer toda a matéria médica. A obra-prima de Avicena foi uma compilação dos ensinamentos médicos de Hipócrates e Galeno e biológicos de Aristóteles, denominada Cânone (al-Quanum). Sua obra, apesar de muito criticada, serviu como o primeiro tratado médico utilizado pelas universidades européias.

No século X, a cidade espanhola de Córdoba tornou-se o centro cultural da Europa. A população de mais de um milhão de habitantes dispunha de cerca de 52 hospitais.

Abu Mervan ibn Zuhr, conhecido como Avenzoar (1113-1162) nasceu em Sevilha, sendo descendente de uma abastada família de médicos, destacando-se por seu espírito crítico e dedicação às experimentações.Abu Walid ibn Rushid – Averróis (1126-1198) era cordobês e aluno de Avenzoar. Era mais conhecido como filósofo aristotélico que como médico. Estudou jurisprudência, filosofia e medicina, tornando-se magistrado em Córdoba e Sevilha. Seu texto médico mais famoso é o Colliget ou Coleção (Kitah al-Kullyat), que trata de comentários sobre o Cânone de Avicena.
Abu Imram Ibn Maimun, Maimônides (1135-1204) também era cordobês e aluno de Averróis. Ficou também mais famoso como filósofo e talmudista que como médico. Sua obra médica mais conhecida foi Aforismos (Fusul Musa), uma coleção de 1.500 aforismos baseados em obras de Galeno e suas observações pessoais.

ENFERMIDADES
Os muçulmanos acreditam que Alá possui o poder para ocasionar a doença, assim, a oração era vista como uma forma milagrosa de promover a cura. A atuação do médico e da ciência no processo de cura era visto como uma forma de manifestação da vontade divina. Acreditavam na existência de uma vida após a morte, onde o fogo vital, que mantém o corpo vivo, se reavivava e recebia as sanções do paraíso. Desta forma, foi instituída a proibição da dissecção de cadáveres. Devido a isto, os médicos passaram a realizar o procedimento em porcos e cães, e, com a ajuda dos textos de Aristóteles, Hipócrates e Galeno, estabeleceram comparações que levaram a teorias originais sobre a constituição dos órgãos internos.Os médicos árabes utilizavam fundamentalmente os critérios greco-romanos para o diagnóstico das doenças. Baseavam-se em seis critérios: comportamento do paciente; observação das fezes; observação das secreções corporais; existência de tumorações; caráter e localização da dor. No entanto, também utilizavam-se de métodos desconhecidos dos gregos, como o estudo cuidadoso do pulso, provavelmente aprendido com os médicos chineses. Também lançavam mão da Astronomia, que, como ciência natural, tinha grande importância.

O estudo da urina tinha importância capital, chegando a determinar qual a enfermidade, o prognóstico e até a pauta de tratamento. O movimento do sangue foi um capítulo importante entre os médicos árabes.

SAÚDE PÚBLICA E HOSPITAIS
O hospital árabe era um local de enorme efervescência cultural e científica, servindo a propósitos variados, além da atividade médica. Possuíam fontes, salões de leitura, bibliotecas, capelas e dispensários. As escolas médicas introduziram um grande número de drogas (químicas e herbáceas). Entre os medicamentos introduzidos pelos árabes destacam-se o âmbar, almíscar, cravo-da-índia, pimenta, gengibre, noz-moscada, cânfora, sena, cassis e a noz-vômica. Desenvolveram métodos de extração, técnicas de destilação e cristalização, que possibilitaram o estudo e desenvolvimento de medicamentos até então desconhecidos, além de serem essenciais à formação da farmácia e da química.

Casas e ruas eram limpas e as cidades possuíam saneamento. O ensino médico e a organização sanitária levou a um progresso rápido e acentuado. As primeiras leis higiênicas importantes são atribuídas à Maomé.

Há registro de mais de 34 hospitais em todo território islâmico. O primeiro de Bagdá foi fundado pelo califa Harum al-Raschid, no século IX. Mas o hospital de Bagdá, fundado pelo califa Al-Mutkadir, foi o maior do século X. Al-Razi praticou e ensinou nele. Foi onde implantou o princípio de se recolher e guardar as histórias clínicas para serem utilizadas em discussões de casos, no aprendizado.

O hospital de Damasco foi o mais suntuoso. Servia também de escola médica, com uma das maiores bibliotecas da época. O hospital Mansur, no Cairo, foi construído em 1823. Os convalescentes eram internados em pavilhões, organizados em orfanato, biblioteca e enfermarias especiais, que atendiam feridas, afecções oculares, diarréias, transtornos da mulher e febres. Cada paciente recebia uma ajuda de cinco moedas de ouro para cuidar da família até sua volta ao trabalho.

Os médicos de renome atendiam apenas aos ricos e nobres. Uma prova disto é a importância extrema que foi dada ao fato de al-Razi atender aos pobres de graça.

ENSINO MÉDICO

Os califas se tornaram defensores ardorosos das escolas e da ciência. Nas escolas médicas, as principais matérias eram filosofia, teologia e matéria médica. Também eram estudadas matemática, química e física, que se tornaram a principal paixão médica, fazendo com que a medicina voltasse a ser hipocrática, ou seja, baseada na experiência e na lógica.
Em todo o território dominado pelo Islã, o hospital era dirigido por um médico, que comandava outros médicos e dava aulas para estudantes. Estes, somente eram considerados médicos após um exame minucioso, que poderia ser realizado após anos de estudos regulares. Para assegurar que a medicina não seria exercida por charlatães, foi criado um departamento de fiscalização das profissões, o Hisba. O Muhtasib, chefe desse departamento, fiscalizava os médicos, cirurgiões e dentistas, verificando se tinham conhecimento suficiente.
O conhecimento árabe, ensinado nas escolas médicas, foi uma junção dos conhecimentos persa, caldeu, hindu, chinês e grego antigo. Este último, baseado em Hipócrates, Galeno, Dioscórides, Oribasio, Alexandre de Tales, Paulo de Égina e, principalmente, Aristóteles.


FONTE DE CONSULTA: SANTOS, Vivianne – Revista Hebron Atualidades – nº 21 – jan/fev 2006.Referências bibliográficas: - SOURNIA, Jean-Charles. História da Medicina. (Lisboa): Instituto Piaget.- Enciclopédia Familiar da Saúde – Guia Completo das Medicinas Alternativas. Edilibro, S.L., Navarra. Clube Internacional do Livro, Brasil. Condensado por Beatriz Marcos Teles, terapeuta holística.- OSAWA, George. A Filosofia da Medicina Oriental – Associação Macrobiótica de Pôrto Alegre – 1969.

quinta-feira, abril 20, 2006

Tudo Por Um Bom Romance

31/03/2006

Elas deixam de assistir ao programa de TV predileto, desmarcam compromissos e não saem com o namorado enquanto não terminarem de ler as histórias de amor mais famosas Brasil.

O último capítulo da novela das nove é imperdível para muita gente. Um programa com o namorado também é prioridade. Mas para algumas meninas – e mulheres – tudo isso pode ser deixado de lado se o que estiver em jogo for uma das histórias de amor da Série Romances, Editora Nova Cultural.

É esse público fiel que faz o sucesso de “Julia”, “Sabrina” e “Bianca”, carros-chefe da literatura popular romântica de banca de jornal. Os livros, hoje compostos por oito séries, vendem 2 milhões de exemplares por ano, mais do que conceituados autores como Érico Veríssimo e Paulo Coelho.

Mas afinal, o que encanta tanto essas mulheres?

Para a gerente de produtos da Série, Daniella Tucci, um dos principais motivos é fato das histórias permitirem uma certa fuga da realidade. “Se a mulher tem uma vida corrida e estressante, quando ela abre um Romance, consegue se desligar do mundo real e fantasiar com as personagens. O final feliz está garantido nas histórias!”.


Daniele Mello de Oliveira, 20 anos, é fã dos livros água-com-áçucar. “Quando chego em casa depois de um dia cheio, descanso lendo algum romance. Já até deixei de sair com o meu namorado para terminar uma história!”, conta.

A sua irmã, Adriana Mello, 31 anos, também confessa que sempre foi fã dos Romances de banca. “Ainda hoje leio alguns. Acho que a Daniele virou fã por minha causa. Tinha centenas deles espalhados pela casa”.

Essa característica de passar de mão em mão é real quando falamos sobre os romances de banca. “Pela tradição que possuem, passam de geração em geração”, analisa Tucci.

É curioso analisar como esse estilo de literatura enfeitiça o sexo feminino. Na década de 50, a “Coleção Biblioteca das Moças”, narrava casos de amor entre mocinhos endinheirados e heroínas pobres, mas tinham final feliz garantido. Aliás, esse é um ponto que se mantêm até hoje nos Romances da Nova Cultural. “Além de só aceitarem finais felizes, nossas leitoras adoram ilustrações com homens bonitos”, analisa Daniella.

Ainda na linha juvenil, “Pollyana” e “Pollyana Moça”, de Eleanor Porter, continuam bastante procurados. E não se pode esquecer de Louisa May, que desde o século 19 faz as adolescentes suspirarem com “As Mulherzinhas”.

Atualmente, as heroínas dessa literatura mudaram de perfil e estão problemáticas e modernas sem, contudo, perderem o intuito sonhador. “Elas trabalham fora, moram sozinhas, mas continuam em busca de um amor verdadeiro e um casamento para sempre”, comenta Daniella.

Outro dado curioso é que as histórias de maior sucesso são as de época, os clássicos. “Por isso acabamos de lançar a Série Julia Históricos”, conta Daniella. Essa preferência pelo clássico é mais um sinal de como as mulheres ainda são sonhadoras.

INFORMAÇÃO PARA IMPRENSA
AÇÃO & COMUNICAÇÃO
LANA CÔRTES/ LILIAN ANAZETTI


segunda-feira, abril 10, 2006

O Renascer de Uma Paixão

Momentos Intimos 147
Autora: Alexandra Sellers
Título Original: The Palyboy Sheikh
Publicação Original: silhouette, Harlequin 2002
Publicação no Brasil: Nova cultural, 2002

RESUMO:

"VOCÊ E MINHA, E JAMAIS PERTENCERÁ A OUTRO HOMEM!

Já ia longe o tempo em que o sheik Jafar ai Hamzeh pensara em Lisbet Raine como a futura mãe de seus filhos... Quando ela partiu inesperadamente de sua vida, sem dar explicações, Jafar sentiu-se traído. Inconformado, pôs em ação um plano de vingança: reconquistar Lisbet
e trazê-la de volta para seus braços, porém tratando-a como uma amante, oferecendo-lhe apenas paixão carnal.
No entanto, ao ver a vida de Lisbet ameaçada, Jafar começou a ter dificuldade para levar adiante seu plano. Percebeu então que seria capaz de correr qualquer risco para não perdê-la..."

Dormindo Com o Inimigo

Julia 1175
Autora: Alexandra Sellers
Título original: Sleeping With the Sultan
Publicação Original: Silhouette, Harlequin, 2001
Publicação no Brasil: Nova Cultural, 2002

RESUMO:

"O sheik Ashraf era um homem forte e destemido... mas não resistiu aos encantos da misteriosa e cativante Dana Morningstar! Nunca uma mulher invadira seu coração e sua alma como aquela bela celebridade da televisão. Mas, para Ashraf, romance era um assunto fora de questão. Seu objetivo era retomar o trono que fora usurpado de sua família.
Nesse jogo de poder, Dana seria uma mensageira do perigo, uma isca para os assassinos? O instinto de Ashraf lhe dizia que ela era uma aliada.
Mesmo assim, para garantir sua segurança, ele a manteria junto a si, como amante. Talvez uma noite de amor esclarecesse todas as duvidas."

sexta-feira, abril 07, 2006

Tormenta de Emoções

Clássicos Românticos 73
Autora: merline Lovelace
Título Original: Somewhere in Time
Publicação Original: Harlequin, 1994
Publicação no Brasil: Nova Cultural, 1996

RESUMO:

"OS DEUSES ESTAVAM SE DIVERTINDO...

Aurora Durant, capitão da Força Aérea americana, deu um suspiro de alívio. Colhida por forte tempestade, conseguira fazer um pouso forçado com seu avião em
pleno deserto, no Oriente Médio.

Uma fantástica visão assombrou o centurião Lucius Antonius. Em meio à tormenta, uma mulher descera do céu! Ela era linda, e Lucius só teve um pensamento: torná-la sua escrava.

Aurora achou que estava delirando, ao ser aprisionada por um antigo guerreiro romano em pleno século XX. Mas quando o fascinante Lucius a tomou em seus braços, ela desejou que aquela alucinação durasse para sempre..."

terça-feira, março 21, 2006

Interessante Para Quem Escreve

Quem enviou a matéria foi Lady Marie Vitoriana. E apesar de ser antiga, vale a pena dar uma conferida.
Estou até me animando!

Harlequin Books chega em busca de novidades
25/10/2005

Editora abre espaço para novos autores A editora canadense Harlequim Books chega ao Brasil com uma série de planos para o mercado livreiro e o escritor nacional. Segundo a gerente editorial, Livia Rosa, a casa está preparando um projeto de avaliação de manuscritos de autores brasileiros para publicação a partir do próximo ano (outras informações no endereço virginia.rivera@harlequinbooks.com.br). Seu principal foco é o segmento de livros de bolso (coleção Grandes Autores). Os preços são populares - a partir de R$ 4,90 -, e a editora, fundada em 1949, ultrapassou nesses anos a marca de 200 milhões de livros vendidos, 50% deles fora do mercado da América do Norte. A combinação de negócios inclui subsidiárias, criação de empresas por intermédio de joint ventures e acordos para exportação de títulos. Entre os autores de maior sucesso editados pela empresa estão as escritoras Diana Palmer, Emilie Richards, Erica Spindler e Elizabeth Flock.